Após
a queda do muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos leste-oeste e o mundo
parece ter aberto de vez as portas para a globalização e do novo sentido de
ambientalização democrática. As fronteiras foram derrubadas e a economia entrou
em rota acelerada de competição. O conceito de "democracia"
estabelece que o povo é o objeto e o sujeito do exercício do poder. Para tal,
os ideais de "igualdade" e "liberdade" propagaram condições
necessárias para o alcance da democracia.
O estado democrático é um sistema de valores e práticas nitidamente
ocidental, e com as práticas de valores idealmente liberal, o livre mercado, a
maximização do lucro, a internacionalização do capital, a redução da intervenção do Estado frente as corporações multinacionais, a
privatização das empresas públicas, a subordinação dos países pobres, a perda
da identidade nacional em favor da criação de um Estado hegemônico dominante, o
desemprego em massa e muitos outros fatores fundamentam o processo
político-econômico mundial denominado Globalização.
Este poder constitucional está representado no Estado político. O
fortalecimento do capital e o enfraquecimento do Estado são as únicas certezas
diante da globalização. Assim, temos por um lado a possível globalização de
valores como a democracia, direito fundamental e por outro, temos o Estado
enfraquecido por influência do poder econômico internacional.
Com a hegemonia da ideologia neoliberal a questão social passou a ter
uma importância secundária. Fala-se de um modelo de consumismo e identificação
de novos mercados através das fronteiras ocidentais.