sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

É possível universalizar padrões culturais, face ao atual cenário que predomina nas relações interestatais?


Após a queda do muro de Berlim, acabaram-se os antagonismos leste-oeste e o mundo parece ter aberto de vez as portas para a globalização e do novo sentido de ambientalização democrática. As fronteiras foram derrubadas e a economia entrou em rota acelerada de competição. O conceito de "democracia" estabelece que o povo é o objeto e o sujeito do exercício do poder. Para tal, os ideais de "igualdade" e "liberdade" propagaram condições necessárias para o alcance da democracia.

O estado democrático é um sistema de valores e práticas nitidamente ocidental, e com as práticas de valores idealmente liberal, o livre mercado, a maximização do lucro, a internacionalização do capital, a redução da intervenção do Estado frente as corporações multinacionais, a privatização das empresas públicas, a subordinação dos países pobres, a perda da identidade nacional em favor da criação de um Estado hegemônico dominante, o desemprego em massa e muitos outros fatores fundamentam o processo político-econômico mundial denominado Globalização.

Este poder constitucional está representado no Estado político. O fortalecimento do capital e o enfraquecimento do Estado são as únicas certezas diante da globalização. Assim, temos por um lado a possível globalização de valores como a democracia, direito fundamental e por outro, temos o Estado enfraquecido por influência do poder econômico internacional.

Com a hegemonia da ideologia neoliberal a questão social passou a ter uma importância secundária. Fala-se de um modelo de consumismo e identificação de novos mercados através das fronteiras ocidentais.

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